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16.07.2010 Voltar           A- A+

Sociedade Brasileira de Diabetes nega alarme contra remédio

Do R7, com Agência Estado   

 

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Avandia deve ter uma série de restrições de comercialização. Foto Kevin Lamarque/Reuters

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, diz que não há motivo para alarme em relação aos problemas como o remédio Avandia, que já foi o remédio mais vendido para o tratamento do tipo 2 da doença no mundo e que foi contestado por especialistas do FDA (Food and Drug Administration), agência responsável pelo controle na venda de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. O produto deve ter uma série de restrições em sua comercialização, em razão de suspeitas de que ele aumente o risco de doenças cardiovasculares.

Cavalcanti diz que, como qualquer medicamento, o Avandia tem contraindicações.

– É uma droga que tem espaço no mercado. E, como as outras, tem restrições. Os médicos devem seguir as normas e receitar nos casos corretos.

Em nota, a GlaxoSmithKline, fabricante da droga, disse acreditar que o remédio vai permanecer como uma "opção de tratamento efetiva para o tratamento da diabete tipo 2, quando utilizado de acordo com sua bula e nos pacientes adequados".

Ontem, o conselho consultivo do FDA analisou o assunto e se negou a banir o produto do mercado, mas votou pela adoção de restrições. A resolução final da FDA deve ser publicada nos próximos meses, mas a agência sempre segue as orientações do conselho.

O produto, segundo estudo publicado em 2007, seria responsável pela elevação na quantidade de ataques cardíacos e derrames. Na época, uma suspensão foi discutida pela FDA, mas os especialistas consideraram os resultados "inconclusivos". Desta vez, os membros da FDA confirmaram que o risco existe, mas chegaram à conclusão de que a droga não provoca mais mortes. Basicamente, seu benefício supera os malefícios.

A vitória para a manutenção do Avandia nas farmácias foi apertada e não está claro qual será a repercussão da decisão. Dos 33 membros do conselho da FDA, 12 defenderam o banimento do remédio.

Os que apoiaram a manutenção da venda do Avandia se dividiram em três grupos. Dez conselheiros afirmaram que a medicação pode continuar sendo comercializada, desde que seja alterada totalmente a bula, com a inclusão de algumas restrições. Sete disseram que as advertências devem ser apenas acrescentadas às informações existentes. E três concluíram que não há necessidade de nenhuma mudança na bula. Um dos integrantes não votou.

 

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