Cientistas do Irã afirmaram na segunda-feira (31) que o primeiro carneiro clonado pelo país com sucesso está se desenvolvendo bem, 15 meses após o nascimento.
O animal clonado, que recebeu o nome de Royana, nasceu em 2006, na cidade de Isfahan, menos de dois meses depois que um outro animal clonado pelo país, também um carneiro, morreu dois minutos após o nascimento.
Royana, ao contrário, sobreviveu às complicações típicas do pós-natal de animais clonados e agora é considerado um marco para a comunidade científica iraniana.
O nascimento desse carneiro é parte de um esforço do Irã para se tornar uma potência tecnológica em sua região até 2025. O Irã também lançou um ambicioso programa espacial, enquanto seu controvertido programa nuclear tem preocupado o mundo em razão das suspeitas de que o país esteja construindo armas nucleares.
"Royana é uma façanha científica de sucesso. Nós estamos muito orgulhosos disso. O carneiro é resultado de muitos anos de esforço na pesquisa de células-tronco", afirma Mohammad Hossein Nasr e Isfahani, diretor do Royan Research Institute.
Histórico
Isfahani, que comanda a equipe que clonou Royana e o carneiro anterior --que acabou não vingando--, afirma que o instituto realizou 30 experiências como essa, mas apenas duas chegaram até o nascimento.
O feito dos iranianos acontece mais de 11 anos depois que cientistas britânicos conseguiram clonar uma ovelha pela primeira vez. Dolly, que nasceu em 1996, viveu por seis anos.
"No momento estamos no estágio inicial da clonagem de uma vaca", afirma o cientista. "Não é importante para nós o número de animais de conseguirmos clonar. O que é importante é que atingimos a capacidade na área da clonagem", diz.
Segundo Isfahani, os cientistas iranianos nunca tentariam clonar um humano. Isso porque a prática é proibida. "Não é nem ético nem permitido segundo nossas leis", afirma.